Nota fiscal eletrônica: economia superior a 117 bi em folhas de papel

23/07/2017

Desde a implantação da certificação digital no Brasil, há 15 anos, além de todas as vantagens que advém dessa importante ferramenta para o dia a dia das empresas e pessoas físicas, há o fator, muito importante, da sustentabilidade. Desde a implementação da Nota Fiscal Eletrônica, em 2006, já foram emitidas 16,764 bilhões de notas. Ou seja, a partir do momento em que se passou a exigir o uso do Certificado Digital para a emissão do documento na forma eletrônica, o Brasil tornou o sistema mais rápido, transparente, menos sujeito a fraudes e sonegações e ainda registra um ganho ambiental histórico. É que nesse período, levando em conta que cada nota fiscal exigia 4 vias, registrou-se a economia de 67,08 bilhões de folhas de papel, informa o diretor-executivo da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD), Antônio Sérgio Cangiano.

“Essa é uma informação muito importante, pois representa um benefício enorme para o meio ambiente, dado que para produzir papel é necessário muita água e celulose obtida de árvores, sem contar que o transporte de papel consome combustíveis e queima de oxigênio”, diz ele. O dado, de 26 de junho, precisa ser comemorado: “Imagine a quantidade de árvores que foram poupadas? Sem contar a economia de eletricidade e água que são usadas em grande proporção na produção de papel. Ou seja, a Certificação Digital, além de toda a segurança que proporciona para as empresas e pessoas físicas mostra-se sustentável e age em favor da natureza”. Esse dado em número de páginas de papel pode ser ainda maior se forem consideradas as 3 vias carbonadas, que eram obrigatórias para a emissão de uma nota fiscal até 2006. Com esse acréscimo passa-se à impressionante marca superior a 117 bilhões de folhas.

“Esse ganho ao meio ambiente pode ser ainda maior, caso mais empresas adotem a tecnologia do Certificado Digital e passem a atuar em ambiente livre do uso de papel, como para assinar documentos: “A partir da utilização do e-CPF ou e-CNPJ, qualquer pessoa ou empresa pode assinar digitalmente qualquer documento, como contratos, memorandos, declarações. Para isso, fará apenas alguns cliques na hora e no local que considerar mais oportunos e enviar via rede mundial para qualquer lugar do mundo, para outros assinantes ou para o destinatário final. Basta isso para produzir a economiza de um recurso irrecuperável: o tempo. É preciso lembrar que o Certificado Digital possui autenticidade, confiabilidade, evita fraudes e não tem repúdio, ou seja, tem validade jurídica plena”. Com ele, acrescenta Cangiano, se economiza tempo em deslocamentos, gastos com mensageiros, correios, com espaços físicos para a guarda de documentos. “Tudo isso representa a modernidade, representa redução de custos, desburocratização e a construção de uma sociedade mais sustentável”.

A Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD) foi criada em 2015 em meio a um cenário cada vez mais globalizado, no qual as tecnologias disruptivas têm-se firmado pela economia e sustentabilidade.

A associação atua sem fins lucrativos na defesa dos interesses da Certificação Digital, que foi implantada no Brasil há 15 anos e participa do Comitê Gestor da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).


Veja a notícia original Voltar