Crime cibernético na economia digitalizada

06/06/2017

Estamos às voltas com tecnologias digitais com potencial de transformação de nossas vidas, da forma que produzimos e fazemos negócios, das disputas políticas, do crescimento econômico, do comércio, dos meios de pagamentos, da fabricação, da logística e da mobilidade urbana. Efeitos reais na produção, consumo, política e trocas de sentimentos de todos os tipos navegarão na rede mundial. E, falando na rede, ela passou a existir como um mundo efetivo, onde toda a realidade pode ser alcançada e transacionada na forma digital. Valores fundamentais à vida: éticos, morais, religiosos, materiais, patrimoniais e de direitos jurídicos estão expostos na rede, assim como o mal que, infelizmente, muitas vezes está na "poli position". Como exemplo, temos a internet profunda, que serve ao crime e às transações ilícitas. Mas estes tipos de transações não são exclusivos da rede profunda. Na web convencional, o crime também se organiza e tem mostrado suas garras ininterruptamente, com fraudes, ataques de vírus, malwares, com crackers atuando e praticando invasões, roubos e fraudes em todos os sistemas. Agora com a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), onde o Brasil lança seu Plano Nacional em Audiência Pública, sem dúvida nenhuma haverá a associação à indústria 4.0, com alto índice de digitalização aplicada. É necessário, portanto, incrementos sucessivos de segurança em toda essa infraestrutura digital que se avizinha. É consenso mundial que exclusivamente com a criptografia um nível melhor de segurança é possível no meio digital. O programa televisivo Essa técnica baseada na matemática dos números primos, associada aos algoritmos sofisticados que cifram informações com níveis de segurança que são quase impossíveis de se decifrar são economicamente inviáveis para os criminosos. O certificado digital atual é um produto de chaves criptográficas assimétricas, com curvas elípticas, que garantem não só a exclusiva segurança para o comércio e operações financeiras na economia digitalizada, mas também asseguram o não repúdio de autoria, garantia de identidade do autor, integridade do conteúdo do documento assinado e criptografado e, portanto, a fidelidade de conteúdo quanto à origem de autoria. Por fim e não menos importante, a validade jurídica, assim funcionando como se o documento eletrônico fosse em papel, com assinatura de próprio punho que é reconhecido na tecnologia usual antieconômica em papel. O certificado digital é fundamental da nova revolução industrial da economia digitalizada e contribui para um mundo ambientalmente sustentável. Diretor executivo da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD) - Jornal do Comércio


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